A “verdadeira” descoberta sobre o número de russos mortos na Ucrânia

Publicado por: Feed News
10/07/2023 07:52 PM
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Divulgação/Redes Sociais/Captura de Tela
Divulgação/Redes Sociais/Captura de Tela

Investigação jornalística indica que, em pouco mais de um ano, morreram três vezes mais soldados russos do que em 10 anos no Afeganistão.

 

O número de soldados russos mortos na guerra na Ucrânia tem sido sempre um mistério, desde o início do conflito em Fevereiro de 2022.

 

Só têm surgido estimativas da Ucrânia, ou de países do Ocidente, e raramente o Kremlin publica algo sobre o assunto.

 

E, quando publica, estima-se que esteja longe da realidade. Mas desde Setembro do ano passado que o Governo russo não aborda o tema; na altura, revelou que tinham morrido quase 6 mil soldados russos.

 

Agora surge uma investigação jornalística, na Rússia, que aponta para um número: "47 mil" soldados russos mortos.

 

O estudo é dos portais russos Meduza e Mediazona, com a colaboração de Dmitry Kobak, estatístico da Universidade de Tübingen (Alemanha).

 

A análise foi feita com base em relatórios publicados sobre obituários, dados de mortalidade do Serviço Federal de Estatística do Estado da Rússia e números do Registo Nacional de Sucessões.

 

O intervalo da estimativa vai dos 40 mil aos 55 mil homens russos mortos, com menos de 50 anos de idade.

 

A investigação lança esta estimativa porque, entre outros motivos, a Rússia não tem um registo público de soldados desaparecidos, ao contrário da Ucrânia.

 

O número de baixas aumenta quando se averiguam os soldados feridos (ferimentos graves, que impediram o regresso à guerra): pelo menos 125 mil baixas.

 

Ou seja, ao longo de 15 meses (os dados são relativos até 27 de Maio deste ano), morreram o triplo de soldados russos na Ucrânia do que soldados soviéticos em pouco menos de 10 anos no Afeganistão, na Guerra Afegã-Soviética.

 

Noutra comparação, morreram nove vezes mais soldados do que na primeira Guerra Russo-Chechena, entre 1994 e 1996.

 

Os jornais russos independentes sublinham, além do elevado número, que esta investigação confirma que o Governo russo tem “trabalhado incansavelmente para esconder os custos reais e crescentes da invasão para os próprios russos”.

 

Por decreto, assinado pelo presidente Vladimir Putin, todas as informações sobre vítimas são "secretas na Rússia". Quem revela números nas redes sociais é processado e preso..

 

Com informações da Agência ZAP

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