Medicamentos continuam em falta nas farmácias, alerta CRF-SP

Publicado por: Editor Feed News
03/02/2023 03:27 PM
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Cortesia Editorial Pixabay
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Terceiro levantamento realizado com farmacêuticos reafirma que antimicrobianos, mucolíticos, anti-histamínicos, analgésicos e outros ainda estão longe das prateleiras.

 

Dependência externa de insumos é um dos problemas

Atualmente, o Brasil produz apenas 5% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) utilizados na fabricação
de medicamentos, número bem inferior à produção interna na década de 80, que chegou a ser mais de
50%, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). A
dependência externa como de Índia e China é preocupante, já que qualquer crise nesses países pode
inviabilizar determinados tratamentos no Brasil.

 

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) acaba de divulgar o terceiro levantamento
sobre o desabastecimento nas farmácias. Realizado entre os dias 25/11/2022 e 16/01/2023, os
resultados apontaram que 97,7% dos farmacêuticos (219) que responderam à pesquisa relataram que
ainda sofrem com a falta de medicamentos.

 

Mais de 88% relataram a falta de antimicrobianos como amoxicilina, azitromicina,
amoxicilina+clavulanato e cefalexina; na segunda colocação aparecem os mucolíticos (relatados por
mais de 62%) como acetilcisteína, cloridrato de bromexina, carbocisteína e cloridrato de ambroxol. Na
sequência, com mais de 60% de citações, estão os anti-histamínicos como dexclorfeniramina, cetirizina,
loratadina e difenidramina e com 49% os analgésicos como ibuprofeno, dipirona e paracetamol. Outras
classes de medicamentos em falta foram citadas por 55% dos farmacêuticos que participaram do
levantamento.

 

Para Dr. Cristiano Ricardo, farmacêutico com atuação na área industrial, professor universitário e mestre
em Farmácia, não há uma estratégia de política pública presente na Política Nacional de Medicamentos
(PNM) como estratégia com olhar nas necessidades da população brasileira.

 

“É preciso um Programa de Estado atrelado à Política Nacional de Medicamentos que envolva a
produção de insumos escolhidos de forma estratégica e em escala crescente, estabelecendo parcerias
com as universidades para aprimoramento do processo produtivo, aplicando fontes de energia
sustentável para a produção, e com olhar para metodologias analíticas rápidas e de baixo custo, e preferencialmente harmonizadas com as principais farmacopeias. Parceria e incentivo a parceria de
indústrias farmacêuticas, farmoquímicas e agroquímicas podem financiar pesquisas e geração de
resultados, reduzindo consideravelmente o investimento financeiro do Estado e tudo só é possível em
ação coordenada”.

 


Confira o levantamento na íntegra: https://crfsp.far.br/url/levantamento-medicamentos 

 

Sobre o CRF-SP

Entidade responsável pela habilitação legal do farmacêutico para o exercício de suas atividades, o
Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) é a maior entidade fiscalizadora de
estabelecimentos farmacêuticos do país, com mais de 80 mil fiscalizações anuais em farmácias,
drogarias, hospitais, indústrias, laboratórios, transportadoras, mais de 75 mil profissionais inscritos e 35
mil estabelecimentos registrados no Estado.

 

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